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30 de julho de 2010
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Blog do Sionei Ricardo Leão

Atualmente é chefe de reportagem do Clicatv, do Jornal de Brasília, editor da Revista Gestão Pública & Desenvolvimento e assessor de imprensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cursou graduação em jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especializou-se em comportamento político pela UFMS. Profissionalmente atua nas áreas de jornalismo especializado, direitos humanos, igualdade racial, documentarismo, assessoria de imprensa/comunicação. Em 2005, recebeu o Prêmio Palmares de Comunicação (Ministério da Cultura) pelo Documentário Kamba-Racê.

Postagens de Sionei Ricardo Leão


  • Fonte: Reuters

    A história de Wilson Simonal (1939-2000) no cenário da música popular brasileira é bem peculiar. Um dos cantores mais importantes da década de 1960 - sua fama chegou perto da de Roberto Carlos, após se envolver num episódio confuso, no início dos anos 1970, viu sua carreira ruir e caiu no ostracismo.

    O documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei", que estreia em São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife, nesta sexta-feira, investiga a ascensão, a queda e tudo o houve por trás dessa história.

    Simonal começou sua carreira em bailes do Exército e se consagrou no final da década de 1960. Suas interpretações de músicas como "Meu Limão, Meu Limoeiro" e "País Tropical" (de Jorge Ben Jor) caíram no gosto popular, assim como seu programa de televisão, "Show em Si... monal", exibido pela TV Record, famosa pelos festivais que projetaram Chico Buarque, Elis Regina, Caetano Veloso e tantos nomes da MPB.

    Como um artista versátil e popular foi abandonado pelos fãs e perseguido pela mídia? Nas palavras do crítico Nelson Motta o músico "virou um tabu, um leproso, um pária". A explicação não é simples e envolve uma série de motivos, como revela o documentário dirigido por Claudio Manoel (o humorista do "Casseta e Planeta" que interpreta, entre outros, o Seu Creysson), Micael Langer e Calvito Leal.

    Um dos fatores, talvez o mais forte, que deu início ao processo, ocorreu por alguma ingenuidade de Simonal. Em 1971, ele desconfiava que seu contador, Raphael Viviani, o roubava, e pediu que um amigo policial lhe desse uma lição. No entanto, os espancadores pertenciam ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), o temido órgão de repressão política, acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar. Para piorar a situação, o inspetor Mário Borges declarou que o cantor era informante da polícia.

    A bola de neve foi aumentando à medida em que órgãos de imprensa, como "O Pasquim", aceitaram tal informação como verdadeira e começaram uma caça às bruxas contra o artista, que perdeu prestígio, amigos e foi perseguido pelo resto da vida.

    A surra dada em Viviani rendeu ao cantor, em 1972 uma condenação a mais de 5 anos de prisão, que cumpriu em liberdade. Mas só em 2003 a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) o reabilitou simbolicamente, após uma investigação do caso, a pedido da família. Um documento da Secretaria Nacional de Direitos Humanos revelou que não havia nenhuma prova contra Simonal. Mas já era tarde demais, o cantor morrera havia três anos.

    "Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei" reencontra Viviani e colhe o seu depoimento, que, no fundo, acaba complicando até mais a imagem do cantor no caso da surra. O ex-contador do músico alega que foi torturado até assinar uma confissão falsa, pois os agentes do DOPS ameaçavam sua família. Quando a mulher de Viviani deu queixa de seu desaparecimento, o delegado que investigou a questão chegou ao nome de Simonal.

    Premiado no 1o Festival de Cinema de Paulínia (melhor documentário pelos júris popular e oficial) e menção honrosa no É Tudo Verdade do ano passado, "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei" conta com uma série de imagens de arquivo e depoimentos de pessoas ligadas ao músico, como Pelé, Mieli e Tony Tornado.



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  • Fonte: Câmara dos Deputados

     

    Com vistas a fortalecer o intercâmbio cultural entre as comunidades de língua portuguesa, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou, por unanimidade, na quarta-feira (13), o relatório do deputado Antônio Carlos Biffi (PT-MS), ao projeto de lei (PL 3891-A/08), que cria a Universidade Federal da Integração Lusofonia-Afro-Brasileira (Unilab), no município de Redenção, localizado no estado do Ceará.
    De acordo com o relatório apresentado pelo parlamentar, além dos cursos de ensino superior, a criação da UniLab visa oferecer pesquisas em diversas áreas do conhecimento, promover o desenvolvimento regional, intercâmbio cultural, científico e educacional e extensão universitária, o que fortalecerá a integração entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
    Biffi explicou ainda que das cinco mil vagas que a instituição deve oferecer, a metade contemplará alunos brasileiros e a outra metade a estrangeiros, com prioridade a alunos de países africanos.
    "É mais um importante passo do Governo Lula rumo à consolidação do desenvolvimento educacional brasileiro e refletirá positivamente na integração entre os povos que falam a língua portuguesa. Sinto-me realizado com essa ação, pois, em seis anos de mandato, essa é a segunda relatoria que elaboro e resulta na criação de uma universidade federal, sendo a primeira a UFGD em Mato Grosso do Sul", lembrou Biffi.
    O PL foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura e segue para análise e votação nas comissões de Finanças e Tributação e, em seguida, Constituição e Justiça.



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