Tony Volpon
tony.volpon@gmail.com
Tony Volpon é economista, com graduação na Universidade McGill e mestrado na Universidade de Western Ontario, ambos no Canadá. Autor de A Globalização e a política: de FHC a Lula (Editora Revan, 2003), trabalhou como operador de divida externa no Banco de Boston e no Banco Safra no Brasil, e como operador de derivativos de renda fixa e de cambio no Bank of America, em Chicago e Londres. Hoje é Estrategista de Renda-Fixa no Standard Chartered Bank em Nova York.
Resposta de Jose Oreiro a "A hora e vez da politica monetaria"
15 de janeiro de 2009
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Resposta de Jose Oreiro a "A hora e vez da politica monetaria"
Publico aqui, com sua permissao, a reacao de Jose Oreiro, Professor da UnB, a meu post de ontem. Em breve coloco minha reacao.
Tony,
É exatamente isso o que eu e outros keynesianos temos defendido desde setembro do ano passado. Creio que na sua intervenção sobre o artigo do Flavio voce fez uma generalização indevida ao dizer que todos os keynesianos brasileiros defendem uma expansão fiscal via gastos correntes. Eu, o Luiz Fernando de Paula, Bresser, Nakano, Paulo Gala e outros defendemos uma mudança no mix da política monetária, com um forte afrouxamento monetário e expansão fiscal centrada em gastos de investimento. A diferença nossa com respeito a sua posição e a de outros economistas é que achamos que essa mudança no mix de política deve vir acompanhada de uma mudança no modus operandi da política monetária brasileira (uma flexibilização do regime de metas de inflação) em conjunto com medidas de redução da liberdade de movimentação de capitais externos (os assim chamados "controles de capitais").
Está claro que existem alguns keynesianos brasileiros que defendem uma forte expansão dos gastos correntes do governo em conjunto com redução drástica da taxa de juros. Pessoalmente (e acho que os demais economistas que citei também) sou contra isso.
Em breve pretendo escrever para o Valor Econômico um artigo sobre as "Diferentes faces do Keynesianismo" para explicitar as diferentes vertentes do Keynesianismo, com especial ênfase ao debate brasileiro. Adianto para voce que existem três vertentes diferentes: o keynesianismo fiscalista (que é o que voce critica), o keynesianismo social (ênfase nos efeitos redistributivos das políticas sociais e do papel dessas políticas na criação de demanda agregada) e o keynesianismo industrial-exportador (baseado na adoção de um modelo export-led growth, sustentado em câmbio competitivo, juros baixos e forte investimento público em infra-estrutura).
Em anexo envio uma proposta de flexibilização do regime de metas de inflação no Brasil que elaborei em conjunto com o Luiz Fernando de Paula.
Abs,
Oreiro
Categorias:
Economia
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