Embora já tenha indicado o
interesse de resolver o problema do Oriente Médio, segundo o Blog do Ari Cunha, o que talvez explique a súbita saída de Fernando de
Noronha para a Bahia, o fato é que o presidente poderia começar por resolver o
problema mais próximo do Mercosul.
Originalmente criado com o
objetivo de facilitar o trânsito comercial entre os países da região não
cumpriu essa meta e está muito longe de alcançá-la. Nesse momento de
dificuldades na economia internacional um acordo regional que quebrasse barreiras tarifárias seria de
bom tamanho.
Até aqui a associação tem
servido de palco político, para mostrar nossa independência com relação aos países
desenvolvidos ou dar suporte, também político, para outros países, no caso
atual a Venezuela, mas a questão central da dupla tributação ficou encalhada
por força dos interesses paraguaios e assim permanecerá pelo visto, já que esse
semestre a presidência da associação é paraguaia.
- E nós temos obrigação
política, econômica, moral, ética, de ajudar esses países a se desenvolverem, a
comercializar com eles. Porque não tem sentido o Brasil ficar apenas
comercializando com os países ricos - afirmou Lula. A fala, registrada pelo JB
On line, indica uma intenção evidente, aparentemente fundada numa noção de
dívida histórica. Sem questionar, agora, o fundamento desse raciocínio que nos coloca
como devedores, vale, pelo menos, comentar que o comércio internacional costuma
funcionar sobre bases bem mais objetivas.
Demetrio Carneiro
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