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10 de setembro de 2010
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Tony Volpon

tony.volpon@gmail.com
Tony Volpon é economista, com graduação na Universidade McGill e mestrado na Universidade de Western Ontario, ambos no Canadá. Autor de A Globalização e a política: de FHC a Lula (Editora Revan, 2003), trabalhou como operador de divida externa no Banco de Boston e no Banco Safra no Brasil, e como operador de derivativos de renda fixa e de cambio no Bank of America, em Chicago e Londres. Hoje é Estrategista de Renda-Fixa no Standard Chartered Bank em Nova York.


O BC deve reduzir a meta de inflação?


25 de maio de 2009




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Como podemos ver nessa matéria no Valor de hoje, mais uma vez volta o debate sobre a meta de inflação brasileira, dado a proximidade da decisão de fixar a meta para 2011.

 

Existe muita confusão sobre esse tema. O argumento contra, já ensaido pelo Ministro Mantega e muitos economistas dito keynesianos, é que a queda da meta poderia levar o Banco Central a ter que aumentar, ou manter em patamar mais alto, a taxa Selic.

 

Isso poderia ser verdade se estivéssemos enfrentando um período de alto crescimento com alta de inflação, como nos últimos anos antes da crise. O que torna agora oportuno para um pequena inflexão para baixo da atual meta, vamos dizer de 4.5% para 4%, é exatamente o fato que estamos vivendo um momento onde uma variedade de fatores exógenos estão empurrando a inflação para baixo.  Porem podemos ancorar a inflação em níveis menores sem apelar para taxa de juros maiores com perda de produto.

 

É difícil entender os argumentos daqueles que são contra (ver os comentários do Belluzzo na matéria do Valor). Parecem acreditar ora em uma forma simplista de ilusão monetária ou desacreditar que o sistema de metas tem algum papel em coordenar expectativas. Partindo do pressuposto que hoje vivemos em um momento de relativa deflação, se a meta futura cair, quando a atual recessão acabar, as expectativas de inflação, como as taxas de juros nominais e reais, vão convergir para valores compatíveis com a nova meta. Os comentários de Belluzzo, sobre o cambio, “bolha de ativos”, etc são bastante interessantes, mas não tem nada a ver com a questão, ponto que passou despercebido tanto pelo repórter como o editor do jornal!

 

No final do dia certo economistas simplesmente gostam de inflação...uma pena.

 

Tony Volpon

 

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