Uma espiada nas matérias do site da Deutsche Welle, empresa noticiosa pública alemã, dá uma mostra de como a Alemanha vem reagindo à crise econômica e à suposta "nova ordem mundial", com a economia norte-americana em pane e a propalada ascensão dos emergentes do BRIC.
Com pólos tecnológicos e industriais fortes, e uma agroindústria que se vangloria pela não necessidade de apoio estatal para resolver seus problemas, a Alemanha atualmente parece estar mais aderente aos preceitos do livre mercado do que os Estados Unidos na era Obama.
Claro que o país também sofre com a crise mundial. Na esteira da derrocada da matriz General Motors, que virou praticamente uma empresa estatal norte-americana, o braço europeu Opel precisou de uma mãozinha do governo, que liberou empréstimo de 1,5 bilhão de euros. Mas em vez de estatizar a montadora, o governo alemão operou para que a Opel fosse adquirida por uma empresa austro-canadense.
Não obstante, a Alemanha parece estar confiante na superação da crise econômica e aposta no fortalecimento do comércio exterior, inclusive nas relações bilaterais com o Brasil, conforme indica o responsável pelo próximo Encontro Econômico Brasil-Alemanha, Marco Aurélio Marçal, em entrevista à Deutsche Welle.
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